Cada palavra, cada foto, cada ilustração, cada gráfico foram escolhido a dedo para melhor informar. Transformar a Linha e os Pontos em sonhos é uma meta para os que quer aprender ou para aquelas que deseja, somente, comprar o produto com técnica de crochê e bordado.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Feliz Natal!
Que Deus abençoe voce e seus familiares e que o presente que mais desejam chegue.
Caso isto não aconteça não fike triste.
Com certeza o que vc deseja não é o melhor.
Agradeça pelo que receber e conte sempre com minha amizade.
Feliz Natal e um beijo bem... bem grande no seu coração e um abraço bem... bem apertado
Beijos
Rose Junqueira
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
DESENVOLVIMENTO LOCAL (4/11/2009)
Nordeste lidera empresas de Economia Solidária no País

ARTESANATO DO CEARÁ foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, realizada no Estado de São Paulo

Renda de bilro compôs peças para moda praia durante a Mostra de Economia Solidária

Modelos e artesãs ocupam a passarela no encerramento do desfile em São Paulo
Líder em Economia Solidária no País, o Nordeste tem o Ceará como o Estado com maior número de empresas na região
São Paulo. Dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária apontam que há 21.859 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) em 2.933 municípios (o que corresponde a 53% das cidades brasileiras). O Nordeste concentra a maior parte deles: 9.498, dos quais o Ceará tem 1.854, sendo o primeiro Estado nordestino em quantidade de EES. No ranking nacional, o Ceará perde apenas para o Rio Grande do Sul, com 2.085 empreendimentos. Mas, se a economia solidária tem bons resultados em termos de número de empreendimentos, o mesmo não se pode considerar sobre a forma como eles se estabelecem no mercado.
Apesar do potencial competitivo e de despontar como forma de promover a inserção econômica e social de pequenas comunidades e grupos, a Economia Solidária ainda enfrenta entraves para se estabelecer de maneira competitiva e duradoura. O contraste entre a criação de novos empreendimentos (principalmente no Nordeste) e a falta de vitalidade e estagnação dos muitos já existentes se dá muitas vezes por falta de estratégias de produção e organização que busquem um crescimento do negócio sem perder de vista as características solidárias da atividade. O debate sobre os desafios da produção foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, ocorrido entre os dias 28 e 31 de outubro no Centro de Convenções Imigrantes, na capital paulista.
"As entidades existem, mas sem vitalidade para empreender. O que se percebe é que muitas pessoas ainda não sabem como trabalhar de forma associativa. Ainda há muito individualismo e falta de cooperação entre esses entes", avalia Fernando Nóbrega, gerente executivo da Fundação Banco do Brasil (FBB), que presta assessoria e monitoramento para iniciativas que promovam a geração de trabalho e renda em todo o País. Dentre as atividades que o FBB apoia na prestação de assessoria está iniciativa de cajucultura no Ceará.
Segundo ele, outros fatores dificultam o acesso competitivo desses empreendimentos ao mercado: falta de assistência técnica, o processo burocrático que envolve o acesso ao crédito, desconhecimento de como trabalhar de forma cooperativa, falta de formação escolar básica, dificuldade em atender exigências legais e trabalhistas, entre outros. Assim, a produção solidária é um importante valor agregado ao produto, mas não pode ser o único.
"É preciso trabalhar a produção numa visão de cadeia. Uma visão em termos de potencial, e não de carência. Mas as instituições também devem investir para prover essas iniciativas naquilo que ainda falta, como formação, assistência técnica, incubação", explica ele.
"Uma das principais dificuldades dos empreendedores solidários e populares é sair de uma visão de subsistência para de acumulação. Não necessariamente visando ao lucro, mas para poder reinvestir no negócio. Sem isso, esses empreendimentos não terão viabilidade econômica". A conclusão é do coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. A fala tem como base uma pesquisa que o Dieese realizou, juntamente com a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), sobre estes tipos de empreendimentos em São Paulo, mas que podem servir para pensar a situação desses empreendimentos no País.
De acordo com o coordenador, muitos dos empreendedores encaram a atividade como uma alternativa de subsistência transitória ao mercado formal, como aquela pessoa que abre um mercadinho em casa ou vai atuar como camelô enquanto não consegue um emprego. "Qualquer empreendimento só se estabelece por meio de conhecimento, tecnologia e crédito. O problema é que a nossa sociedade não está organizada para oferecer isso para a economia popular e solidária de forma adequada. Nossa sociedade vê esses empreendimentos como economia de pobre para pobre, e que tem que ser pobre. Isso só vai mudar quando se conseguir romper o isolamento dessas iniciativas e fazer uma produção social econômica com outra perspectiva, em que se forneça um produto de qualidade e que o consumidor deseja".
Experiências cearenses
Produzir de acordo com as demandas do consumidor, como chegar ao mercado, implantar estratégias de produção e gerenciamento. As discussões promovidas durante o encontro reverberam na realidade dos empreendimentos cearenses que participam dos estandes da 1ª Mostra Conexão Solidária. Dos 170 empreendimentos que apresentaram produtos e serviços no evento, 66 são do Ceará. Artesã há 20 anos, Maria de Lurdes Rodrigues foi a São Paulo representar a Associação Maranguapense de Artesãos, que trabalha com produtos de cama, mesa e vestuário com renda richelieu. A artesã deixou o emprego como professora para trabalhar por conta própria. "Queria poder fazer meu próprio horário, sem depender de patrão. Comecei aprendendo sozinha a fazer crochê e pintura e o que era só para complementar a renda virou meu trabalho", conta. Ela disse que, com o tempo, percebeu que o richelieu tinha uma aceitação maior e foi aprender a fazer a técnica com as artesãs da associação. "O problema é que a renda varia. Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Até por isso tem que botar um preço maior, porque não sabe quando vai vender".
Único homem num grupo com outras 24 artesãs, Marcos Darlan Alves veio com os produtos da Associação dos Artesãos de Feiticeiro, no Vale do Jaguaribe. Apesar de hoje atuar na entidade como representante comercial, Darlan traz nas mãos a habilidade de confeccionar delicadas tramas de filé. Artesão desde os sete anos, ele afirma que a atividade é uma tradição herdada da avó. Com sete anos de existência, a associação foi formada a partir de uma iniciativa do Sebrae-CE para desenvolver produtos diferenciados, utilizando outros tipos de cores e pontos. Apesar de tentar se colocar com produtos diferenciados, a comercialização ainda é um desafio. "As feiras são a nossa principal vitrine. Temos alguns compradores de outros estados, mas ainda não é suficiente para atender a demanda".
De Maracanaú, a artesã Franciane da Silva Sousa veio em busca de novos contatos comerciais e intercâmbio de experiências para aprimorar o artesanato feito a partir da palha de carnaúba, principal produto da Cooperativa de Artesãs e Costureiras do Alto Alegre. "Antes eu era manicure e adorei poder mudar para um ramo que permite que você trabalhe com criatividade", conta. Ainda assim, o artesanato ainda não é suficiente para garantir uma renda para ela e para as outras 19 artesãs do grupo. "Acho que o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados. Como as coisas são difíceis, muitos se desestimulam ou desistem", lamenta.
ENQUETE
DESAFIO A VENCER
MARIA DE LOURDES RODRIGUES
54 ANOS
Artesã
Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Por isso boto um preço maior diante da instabilidade
FRANCIANE DA SILVA SOUSA
22 ANOS
Artesã
o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados
MARCOS DARLAN ALVES
23 ANOS
Rep. comercial
PRECISAMOS Ter onde mostrar nossos produtos. As feiras são nossa principal vitrine, daí a importância dos eventos
CRIATIVIDADE
Estilistas cearenses reinventam moda
São Paulo Unir as exigências e a sofisticação da alta costura com materiais e técnicas artesanais de todo o Brasil. O desafio lançado aos estilistas cearenses André e Raphaella Castro se traduziu na coleção Conexão Solidária, exibida no Centro de Exposições Imigrantes. A coleção mostrou ao mercado têxtil e de moda o que de melhor existe no artesanato brasileiro e como esta técnica pode ser incorporada à moda dentro do conceito de responsabilidade social e comércio justo. Os irmãos assinam a criação das peças, que foram produzidas por mais de 100 artesãos em todo o País, especialmente por cooperativas de artesanato do Ceará, em locais como Fortaleza, Paraipaba, Nova Russas, Maranguape, Prainha, Iguape, Mundaú e Canaã.
Os 35 looks exibidos no desfile em São Paulo se destacavam pelas formas fluidas e amplas dos tecidos e cortes, além de ressaltar o contraste de cores, algo que nas peças artesanais nem sempre ocorre de acordo com as tendências da moda. "A ideia era trabalhar com os artesãos de forma a deixar o produto final mais delicado e comercial. Originalmente esses artesãos produziam peças para uso doméstico, como panos de prato, em que se utilizam agulhas e linhas mais grossas, cores mais básicas", explica André Castro, revelado junto com Raphaella no Concurso de Novos Talentos do Dragão Fashion, em 2001, quando já trabalhavam com materiais artesanais na alta costura. "É engraçado que existe uma certa resistência ao artesanato local, mas acho que é uma questão de adaptação ao mercado", conclui.
A ideia da coleção também era sair da prática tradicional, em que os insumos e técnicas artesanais só apareciam como apliques nas peças. "Nós queremos que essa contribuição dos artesãos seja inserida na modelagem, planejada dentro dos desenhos", ressalta Raphaella Castro. Para os estilistas, que procuram ter um contato direto com os artesãos, os empreendimentos solidários ainda carecem de organização e de condições de atender demanda num mercado tão dinâmico.
"É um trabalho difícil, de incorporar novas práticas. Também tem o problema que a produção artesanal não é a principal fonte de renda e nem consegue prover essas comunidades. Mas também é um trabalho muito gratificante para os dois lados", destaca ela.
KAROLINE VIANA
Repórter

ARTESANATO DO CEARÁ foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, realizada no Estado de São Paulo

Renda de bilro compôs peças para moda praia durante a Mostra de Economia Solidária

Modelos e artesãs ocupam a passarela no encerramento do desfile em São Paulo
Líder em Economia Solidária no País, o Nordeste tem o Ceará como o Estado com maior número de empresas na região
São Paulo. Dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária apontam que há 21.859 Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) em 2.933 municípios (o que corresponde a 53% das cidades brasileiras). O Nordeste concentra a maior parte deles: 9.498, dos quais o Ceará tem 1.854, sendo o primeiro Estado nordestino em quantidade de EES. No ranking nacional, o Ceará perde apenas para o Rio Grande do Sul, com 2.085 empreendimentos. Mas, se a economia solidária tem bons resultados em termos de número de empreendimentos, o mesmo não se pode considerar sobre a forma como eles se estabelecem no mercado.
Apesar do potencial competitivo e de despontar como forma de promover a inserção econômica e social de pequenas comunidades e grupos, a Economia Solidária ainda enfrenta entraves para se estabelecer de maneira competitiva e duradoura. O contraste entre a criação de novos empreendimentos (principalmente no Nordeste) e a falta de vitalidade e estagnação dos muitos já existentes se dá muitas vezes por falta de estratégias de produção e organização que busquem um crescimento do negócio sem perder de vista as características solidárias da atividade. O debate sobre os desafios da produção foi destaque durante a 1ª Mostra de Economia Solidária, ocorrido entre os dias 28 e 31 de outubro no Centro de Convenções Imigrantes, na capital paulista.
"As entidades existem, mas sem vitalidade para empreender. O que se percebe é que muitas pessoas ainda não sabem como trabalhar de forma associativa. Ainda há muito individualismo e falta de cooperação entre esses entes", avalia Fernando Nóbrega, gerente executivo da Fundação Banco do Brasil (FBB), que presta assessoria e monitoramento para iniciativas que promovam a geração de trabalho e renda em todo o País. Dentre as atividades que o FBB apoia na prestação de assessoria está iniciativa de cajucultura no Ceará.
Segundo ele, outros fatores dificultam o acesso competitivo desses empreendimentos ao mercado: falta de assistência técnica, o processo burocrático que envolve o acesso ao crédito, desconhecimento de como trabalhar de forma cooperativa, falta de formação escolar básica, dificuldade em atender exigências legais e trabalhistas, entre outros. Assim, a produção solidária é um importante valor agregado ao produto, mas não pode ser o único.
"É preciso trabalhar a produção numa visão de cadeia. Uma visão em termos de potencial, e não de carência. Mas as instituições também devem investir para prover essas iniciativas naquilo que ainda falta, como formação, assistência técnica, incubação", explica ele.
"Uma das principais dificuldades dos empreendedores solidários e populares é sair de uma visão de subsistência para de acumulação. Não necessariamente visando ao lucro, mas para poder reinvestir no negócio. Sem isso, esses empreendimentos não terão viabilidade econômica". A conclusão é do coordenador técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio Econômicas (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. A fala tem como base uma pesquisa que o Dieese realizou, juntamente com a Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), sobre estes tipos de empreendimentos em São Paulo, mas que podem servir para pensar a situação desses empreendimentos no País.
De acordo com o coordenador, muitos dos empreendedores encaram a atividade como uma alternativa de subsistência transitória ao mercado formal, como aquela pessoa que abre um mercadinho em casa ou vai atuar como camelô enquanto não consegue um emprego. "Qualquer empreendimento só se estabelece por meio de conhecimento, tecnologia e crédito. O problema é que a nossa sociedade não está organizada para oferecer isso para a economia popular e solidária de forma adequada. Nossa sociedade vê esses empreendimentos como economia de pobre para pobre, e que tem que ser pobre. Isso só vai mudar quando se conseguir romper o isolamento dessas iniciativas e fazer uma produção social econômica com outra perspectiva, em que se forneça um produto de qualidade e que o consumidor deseja".
Experiências cearenses
Produzir de acordo com as demandas do consumidor, como chegar ao mercado, implantar estratégias de produção e gerenciamento. As discussões promovidas durante o encontro reverberam na realidade dos empreendimentos cearenses que participam dos estandes da 1ª Mostra Conexão Solidária. Dos 170 empreendimentos que apresentaram produtos e serviços no evento, 66 são do Ceará. Artesã há 20 anos, Maria de Lurdes Rodrigues foi a São Paulo representar a Associação Maranguapense de Artesãos, que trabalha com produtos de cama, mesa e vestuário com renda richelieu. A artesã deixou o emprego como professora para trabalhar por conta própria. "Queria poder fazer meu próprio horário, sem depender de patrão. Comecei aprendendo sozinha a fazer crochê e pintura e o que era só para complementar a renda virou meu trabalho", conta. Ela disse que, com o tempo, percebeu que o richelieu tinha uma aceitação maior e foi aprender a fazer a técnica com as artesãs da associação. "O problema é que a renda varia. Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Até por isso tem que botar um preço maior, porque não sabe quando vai vender".
Único homem num grupo com outras 24 artesãs, Marcos Darlan Alves veio com os produtos da Associação dos Artesãos de Feiticeiro, no Vale do Jaguaribe. Apesar de hoje atuar na entidade como representante comercial, Darlan traz nas mãos a habilidade de confeccionar delicadas tramas de filé. Artesão desde os sete anos, ele afirma que a atividade é uma tradição herdada da avó. Com sete anos de existência, a associação foi formada a partir de uma iniciativa do Sebrae-CE para desenvolver produtos diferenciados, utilizando outros tipos de cores e pontos. Apesar de tentar se colocar com produtos diferenciados, a comercialização ainda é um desafio. "As feiras são a nossa principal vitrine. Temos alguns compradores de outros estados, mas ainda não é suficiente para atender a demanda".
De Maracanaú, a artesã Franciane da Silva Sousa veio em busca de novos contatos comerciais e intercâmbio de experiências para aprimorar o artesanato feito a partir da palha de carnaúba, principal produto da Cooperativa de Artesãs e Costureiras do Alto Alegre. "Antes eu era manicure e adorei poder mudar para um ramo que permite que você trabalhe com criatividade", conta. Ainda assim, o artesanato ainda não é suficiente para garantir uma renda para ela e para as outras 19 artesãs do grupo. "Acho que o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados. Como as coisas são difíceis, muitos se desestimulam ou desistem", lamenta.
ENQUETE
DESAFIO A VENCER
MARIA DE LOURDES RODRIGUES
54 ANOS
Artesã
Tem mês em que a gente ganha bem, outros em que não ganha nada. Por isso boto um preço maior diante da instabilidade
FRANCIANE DA SILVA SOUSA
22 ANOS
Artesã
o grande desafio é desenvolver um produto com mais qualidade e promover mais união entre os cooperados
MARCOS DARLAN ALVES
23 ANOS
Rep. comercial
PRECISAMOS Ter onde mostrar nossos produtos. As feiras são nossa principal vitrine, daí a importância dos eventos
CRIATIVIDADE
Estilistas cearenses reinventam moda
São Paulo Unir as exigências e a sofisticação da alta costura com materiais e técnicas artesanais de todo o Brasil. O desafio lançado aos estilistas cearenses André e Raphaella Castro se traduziu na coleção Conexão Solidária, exibida no Centro de Exposições Imigrantes. A coleção mostrou ao mercado têxtil e de moda o que de melhor existe no artesanato brasileiro e como esta técnica pode ser incorporada à moda dentro do conceito de responsabilidade social e comércio justo. Os irmãos assinam a criação das peças, que foram produzidas por mais de 100 artesãos em todo o País, especialmente por cooperativas de artesanato do Ceará, em locais como Fortaleza, Paraipaba, Nova Russas, Maranguape, Prainha, Iguape, Mundaú e Canaã.
Os 35 looks exibidos no desfile em São Paulo se destacavam pelas formas fluidas e amplas dos tecidos e cortes, além de ressaltar o contraste de cores, algo que nas peças artesanais nem sempre ocorre de acordo com as tendências da moda. "A ideia era trabalhar com os artesãos de forma a deixar o produto final mais delicado e comercial. Originalmente esses artesãos produziam peças para uso doméstico, como panos de prato, em que se utilizam agulhas e linhas mais grossas, cores mais básicas", explica André Castro, revelado junto com Raphaella no Concurso de Novos Talentos do Dragão Fashion, em 2001, quando já trabalhavam com materiais artesanais na alta costura. "É engraçado que existe uma certa resistência ao artesanato local, mas acho que é uma questão de adaptação ao mercado", conclui.
A ideia da coleção também era sair da prática tradicional, em que os insumos e técnicas artesanais só apareciam como apliques nas peças. "Nós queremos que essa contribuição dos artesãos seja inserida na modelagem, planejada dentro dos desenhos", ressalta Raphaella Castro. Para os estilistas, que procuram ter um contato direto com os artesãos, os empreendimentos solidários ainda carecem de organização e de condições de atender demanda num mercado tão dinâmico.
"É um trabalho difícil, de incorporar novas práticas. Também tem o problema que a produção artesanal não é a principal fonte de renda e nem consegue prover essas comunidades. Mas também é um trabalho muito gratificante para os dois lados", destaca ela.
KAROLINE VIANA
Repórter
domingo, 8 de novembro de 2009
Envelhecer
ENVELHEÇO quando me fecho para as novas idéias e me torno radical.
ENVELHEÇO quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar.
ENVELHEÇO quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
ENVELHEÇO quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar.
ENVELHEÇO quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar.
ENVELHEÇO quando penso demasiadamente em mim mesmo e conseqüentemente, dos outros, completamente me esqueço.
ENVELHEÇO quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar.
ENVELHEÇO quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar: "Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?"
ENVELHEÇO quando Permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar.
ENVELHEÇO, enfim quando paro de lutar.
Autor(a) do Texto: Reinilson Câmara -
Professor, escritor, poeta, letrista, compositor de MPB e autor de muitos livros.
ENVELHEÇO quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar.
ENVELHEÇO quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
ENVELHEÇO quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar.
ENVELHEÇO quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar.
ENVELHEÇO quando penso demasiadamente em mim mesmo e conseqüentemente, dos outros, completamente me esqueço.
ENVELHEÇO quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar.
ENVELHEÇO quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar: "Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?"
ENVELHEÇO quando Permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar.
ENVELHEÇO, enfim quando paro de lutar.
Autor(a) do Texto: Reinilson Câmara -
Professor, escritor, poeta, letrista, compositor de MPB e autor de muitos livros.
PALAVRAS...
Bom dia!
Espero que tenha tido uma noite tranqüila.
Bom descanso e curta seu domingo.
Promete ser muito bom.
Lindas mensagens... Aquece ainda mais meu coração.
Tenho certeza que não SÃO apenas palavras...
Acredito q sempre ha uma energia que une as pessoas com os msm interesses.
E senão não for assim...
Acredito também que as palavras são como sementes.
Um dia elas germinaram; em algum solo bem fértil.
Por isto me utilizo blogs para repassar as mensagens...
Ta vendo as palavras não são apenas palavras.
Um abraço bem... bemm... forte.
Amo gente.
Vc é gente.
Beijos...
Rose Junqueira
"O importante é saber como vencer o desafio, o tamanho dele é uma questão de circunstância. " ( Bual Schimidt)

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento.
Palavras, palavras.
Palavras ao vento...

beijinhos
Espero que tenha tido uma noite tranqüila.
Bom descanso e curta seu domingo.
Promete ser muito bom.
Lindas mensagens... Aquece ainda mais meu coração.
Tenho certeza que não SÃO apenas palavras...
Acredito q sempre ha uma energia que une as pessoas com os msm interesses.
E senão não for assim...
Acredito também que as palavras são como sementes.
Um dia elas germinaram; em algum solo bem fértil.
Por isto me utilizo blogs para repassar as mensagens...
Ta vendo as palavras não são apenas palavras.
Um abraço bem... bemm... forte.
Amo gente.
Vc é gente.
Beijos...
Rose Junqueira
"O importante é saber como vencer o desafio, o tamanho dele é uma questão de circunstância. " ( Bual Schimidt)

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras momento.
Palavras, palavras.
Palavras ao vento...

beijinhos
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
INVERSÃO DE VALORES
Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv.
De mãe para mãe.
'Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem..
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar 'Os meus direitos' ! '
Faça circular este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta ( falta de vergonha na cara) inversão de valores que assola o Brasil.
Direitos humanos deveria ser para
HUMANOS DIREITOS.
RECEBI E ACREDITO QUE AS PESSOAS DEVAM REAVER SEUS VALORES
De mãe para mãe.
'Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.
Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.
Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.
Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem..
No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar 'Os meus direitos' ! '
Faça circular este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta ( falta de vergonha na cara) inversão de valores que assola o Brasil.
Direitos humanos deveria ser para
HUMANOS DIREITOS.
RECEBI E ACREDITO QUE AS PESSOAS DEVAM REAVER SEUS VALORES
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Dica retirada do Blog: http://facavocemesma.blogspot.com.br/2008/12/receitas-para-engomar-tecido.html Receita com goma líquida vendida...

